Emissões de gases na UE caíram 3% entre 2023 e 2024, 40% desde 1990

Os valores foram hoje divulgados pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) e são os números oficiais da UE enviados à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla original).

Green Savers com Lusa

As emissões de gases com efeito de estufa (GEE) da União Europeia (UE) caíram mais 3% entre 2023 e 2024, elevando a redução total das emissões da UE para 40% abaixo dos níveis de 1990, segundo dados oficiais.

Os valores foram hoje divulgados pela Agência Europeia do Ambiente (AEA) e são os números oficiais da UE enviados à Convenção Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla original). Resultam de dados oficiais e de uma análise da AEA publicada hoje.

Segundo um comunicado da AEA, o inventário de GEE da UE foi enviado ao organismo da ONU, pela agência europeia em nome da UE, na passada quinta-feira.

O relatório da AEA, que analisa os dados das emissões, a redução nos últimos 34 anos deve-se sobretudo ao aumento das energias renováveis, o uso de combustíveis fósseis menos intensivos em carbono, a melhoria da eficiência energética e alterações económicas estruturais.

“Quase todos os Estados-Membros contribuíram para as reduções de emissões”, diz a AEA.

O relatório indica que entre 2023 e 2024 Portugal teve uma contribuição modesta, com uma redução de GEE de 1%. Alguns Estados, como a Croácia, aumentaram as emissões, e outros, como a Itália ou a Lituânia, tiveram reduções mais significativas. A Suécia aumentou muito as emissões, mas também é o campeão de redução entre 1990 e 2024.

De 1990 a 2024 Portugal reduziu quase 19%, bastante menos que países como a Bulgária ou a Estónia, segundo dados centrados apenas na redução líquida de emissões.

De acordo com os números hoje divulgados os maiores cortes absolutos de emissões de GEE ocorreram na produção de eletricidade e de calor, na indústria e construção, na combustão residencial e no setor do ferro e do aço.

No entanto as emissões nos transportes rodoviários aumentaram, nos passageiros e carga, apesar de circularem mais veículos elétricos e de os motores de combustão serem mais eficientes. Um aumento motivado pelo crescimento do setor.

Também aumentaram drasticamente entre 1990 e 2014 as emissões de hidrofluorocarbonetos (HFC), provenientes da refrigeração e do ar condicionado. No entanto, diz-se no comunicado, nos últimos 10 anos essas emissões têm vindo a diminuir, com as medidas que foram tomadas pela UE.

Já a remoção de dióxido de carbono através das florestas também diminuiu, o que não é uma boa notícia. Segundo a análise, devido ao envelhecimento das florestas, ao aumento da exploração florestal e aos impactos climáticos.

Em números, as emissões provenientes da produção de eletricidade e de calor caíram 58% desde 1990. Desde essa data e até 2024 a utilização de combustíveis sólidos e líquidos nas centrais termoelétricas caiu 68% e 86%, respetivamente, enquanto a utilização de gás natural aumentou 44%. O consumo de carvão em 1990 era mais de três vezes superior ao nível de 2024.

As grandes reduções de emissões no setor residencial são atribuídas a um melhor isolamento dos edifícios, mais eficiência energética e a invernos mais amenos, reduzindo a procura de aquecimento.

A AEA nota que as políticas da UE e dos Estados-Membros impulsionaram grande parte da redução. E nota também que os dados não incluem as emissões da aviação ou da navegação internacional.

📅 Inscreva-se já: VII Conferência Green Savers — ESG: o superpoder das empresas | 27 de maio, Auditório Carlos Paredes, Lisboa

Partilhe este artigo


Nova Edição

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.