A neurobiologia da gratidão



Glen Fox, discípulo do neurocientista António Damásio, publicou na revista Greater Good da Universidade de Berkeley as suas conclusões relativamente a um estudo que procurava estabelecer uma relação entre o sentimento de gratidão e o seu impacto no corpo humano.

Alguns estudos anteriores já tinham apontado para uma relação directa entre gratidão e aumento da qualidade do sono ou uma resposta mais eficaz do sistema imunitário, mas nenhum tinha ainda encontrado o verdadeiro porquê. Fox decidiu estudar a gratidão a partir da neurobiologia do cérebro, registada através de ressonâncias magnéticas feitas a um grupo de voluntários submetidos a experiências de gratidão.

Glen Fox descobriu que quando alguém experimenta este sentimento, a maior actividade cerebral se concentra numa área do cérebro onde os dois hemisférios se encontram. Esta área está associada a experiências de empatia e alívio. Mas não só. Aqui existe uma forte relação entre a activação de processos de diminuição de níveis de stress de todos os sistemas orgânicos do corpo. Ou seja, quando activada, esta área encarrega-se de baixar a resposta dos órgãos ao stress. Assim o ritmo cardíaco abranda e os músculos relaxam, promovendo uma sensação de bem-estar geral, dando oportunidade ao corpo de se regenerar.

Segundo o cientista, este estudo pretende continuar a desenvolver-se para outras áreas, no sentido de tentar encontrar uma forma de aliviar os sintomas de depressão por vias que não a medicação química.

Foto: Creative Commons





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