Nativo da região do Golfo da Califórnia, no México, o boto-do-pacífico, também conhecido como “vaquita”, corre sérios riscos de extinção, existindo actualmente apenas 30 representantes da espécie. Este pequeno cetáceo, de 1,5 metros de comprimento, foi dizimado durante anos por redes de pesca utilizadas pelos contrabandistas para apanhar outra espécie também em perigo de extinção, o totoaba, peixe muito apreciado na China, e cuja bexiga natatória é vendida no mercado negro por valores milionários.

Em Maio, Leonardo DiCaprio tinha pedido aos seus milhões de seguidores no Twitter e Instagram para assinarem uma petição pedindo ao presidente mexicano para proteger o “vaquita” com urgência. Enrique Pena Nieto respondeu com uma série de mensagens em inglês, também no Twitter, recordando os esforços de governo para salvar esta espécie endémica do Golfo da Califórnia (noroeste). Agora, o governante acedeu em assinar um memorando com Leonardo DiCaprio e o magnata e empresário mexicano, Carlos Slim. A ideia é tentar reverter este cenário com a criação de um fundo que será controlado pela Leonardo DiCaprio Foundation e pela Carlos Slim Foundation, com o apoio do governo de Penã Nieto. Apesar de nenhuma das fundações ter revelado a quantidade de dinheiro que gastará, a ideia é reunir esforços para combater o uso de redes ilegais e lutar mais contra a pesca ilegal, avaliando a viabilidade de encontrar um santuário natural para os “vaquitas” sobreviventes.

Aos esforços deste poderoso trio juntam-se ONGs como o Sea Shepherd, a Marisla Foundation e o World Wildlife Fund, que tem vindo a alertar para o risco desta espécie desaparecer já em 2018.

Foto: Gabinete da Presidência do México

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