Projeto Strategy CCUS escolhe Portugal para ser uma das regiões de estudo sobre as alterações climáticas



As tecnologias CCUS têm um enorme potencial na redução significativa das emissões dos setores industriais e de produção de energia, sendo por isso parte essencial dos esforços para cumprir as metas de descarbonização.

O Projeto Strategy CCUS, financiado pela União Europeia, vai estudar a captura e utilização de CO2 na Bacia Lusitaniana, região que se estende pela zona Oeste de Portugal. Vão se realizar durante 12 meses estudos sobre as tecnologias de mitigação das alterações climáticas conhecidas como CCUS (em português, Captura, Utilização e Armazenamento de CO2).

Fazem parte do Projeto alguns parceiros nacionais como a CIMPOR, a Direção Geral de Energia e Geologia, a Universidade de Évora e a Universidade Nova de Lisboa, e foram selecionados além de Portugal, o Vale do Ródano na França e a Bacia do Ebro em Espanha.

Patrícia Fortes, investigadora no CENSE da Universidade Nova de Lisboa, afirma que “é imperativo agir rapidamente no sentido de mitigar o impacto devastador das alterações climáticas. O projeto Strategy CCUS surge para analisar o potencial da CCUS na descarbonização, identificar custos, barreiras e oportunidades e avaliar os impactes ambiental, económico e social ao longo do seu ciclo de vida”, ao qual Júlio Carneiro, da Universidade de Évora, acrescenta “estas tecnologias constituirão uma opção fundamental para a economia circular e para a neutralidade carbónica de alguns setores industriais do país.”

Os roteiros resultantes do Projeto vão incluir informação técnica, identificação das melhores práticas em questões como a aceitação social, e modelos de negócio para a captura, utilização e armazenamento de CO2. O principal objetivo é demonstrar que as tecnologias CCUS são viáveis e valiosas para cumprir os compromissos do Acordo de Paris sobre a ação climática, e designadamente o objetivo exigente já assumido por alguns países, entre os quais Portugal, de atingir a neutralidade carbónica em 2050.





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