A polícia moçambicana deteve uma pessoa na posse de quatro pontas de marfim quando as tentava vender em Mágoè, na província de Tete, centro de Moçambique, disse fonte do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic).
“Trata-se de uma detenção em flagrante delito, ocorrido no distrito de Mágoè, em que este indivíduo estava na posse de quatro pontas de marfim, pesando cerca de 22 quilogramas”, disse Celina Roque, porta-voz do Sernic em Tete, citada ontem pela comunicação social.
Segundo a porta-voz, alguns agentes da polícia fizeram-se passar por compradores para localizar os vendedores das pontas de marfim, que se acredita terem sido abatidos no Parque Nacional de Mágoè, uma área de conservação localizada junto à fronteira com o Zimbabué.
“No momento da detenção do homem, dois [suspeitos] conseguiram escapulir, mas já temos pistas e estamos no encalço deles, para que sejam neutralizados e responsabilizados”, avançou Celina Roque.
A polícia apelou ainda para a colaboração das comunidades na denúncia dos criminosos.
Na mesma província, em 20 de junho, a polícia moçambicana deteve duas pessoas na posse de 140 pontas de marfim, quando embarcavam num comboio na estação de Moatize.
“Eles tinham 140 pontas de marfim e este facto acabou desencadeando a condução dos mesmos até ao comando distrital de Moatize”, disse na altura Feliciano da Câmara, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Tete, referindo também que um dos suspeitos fugiu.
A caça furtiva em Moçambique tem sido uma grave ameaça à vida selvagem, mas as autoridades estimam que o abate de elefantes tenha diminuído nos últimos anos, fruto dos esforços de fiscalização e conservação.
Segundo dados da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Moçambique tem cerca de dez mil elefantes, que continuam a ser visados em ataques de caçadores furtivos, que procuram marfim para vender.









