Um relatório da New Economics Foundation dá conta que desde o dia 9 de julho, a Europa está oficialmente sem peixe nas suas águas. Até ao fim do ano, o consumo de pescado depende de importações de outras zonas do globo, o que aumenta o risco de sobrepesca também fora da Europa. Para Portugal, a data em que ficámos sem peixe aconteceu ainda mais cedo: 5 de maio, devido ao grande consumo per capita de pescado no nosso país.

Apesar de ter havido um progresso positivo na gestão das reservas de peixe na Europa, 40% continua a ser sobre-explorada. No seu todo, a União Europeia produz cerca de 11kg de peixe per capita anualmente, mas o consumo é bastante superior: cerca de 23kg. Em Portugal, estes números aumentam para 55kg de pescado per capita anualmente.

A New Economics Foundation indica que há, todavia, sinais positivos de que a Europa está a caminhar numa direção mais sustentável, como o facto de o nível de dependência de pescado externo não estar a aumentar ao mesmo tempo que os níveis de reservas de peixe estão a recuperar. Ainda assim, os níveis de auto-suficiência são muito baixos e é preciso melhorar a forma como gerimos o nosso consumo de peixe. É preciso pensar a longo prazo e desenvolver estratégias sustentáveis de gestão dos recursos marinhos.

 

O que podemos nós, o consumidor, fazer?

Em termos simples, na hora de comprar pescado o consumidor deve ter em conta se este provém de fontes sustentáveis ou não. A WWF Portugal tem no seu website informações que ajudam na hora de comprar peixe, incluindo um guia sobre boas práticas e que tipo de pescado devemos evitar. Por exemplo, a sardinha está na lista de espécies a evitar dependendo do local onde foi capturada, a não ser que provenha de fontes certificadas. Já o carapau é considerado uma boa escolha pela WWF.