Arraiolos quer ser a primeira vila LED de Portugal



A histórica vila de Arraiolos, no distrito de Évora, quer ser a “vila dos tapetes e a vila dos LED”, de acordo com o seu presidente de câmara, Jerónimo Correia dos Loios. “A nossa vila tem de ser preservada e valorizada e, como tal, procuramos melhorar as condições de vida dos habitantes do centro histórico. Queremos uma placa que diga: Arraiolos, vila dos tapetes e vila dos LEDs”, explicou o responsável.

Para alcançar este objectivo, o município lançou um projecto de design de iluminação pública para o seu centro histórico. O LED, como não poderia deixar de ser, foi a fonte de luz utilizada nas zonas pedonais, viárias e espaços cénicos da vila.

Um dos principais impulsionadores desta estratégia foi o vereador Armando Oliveira. “Em todas as suas decisões, o município tenta ter em conta as questões ambientais. Preferimos o sistema LED ao sistema tradicional, pois permite uma clara poupança de energia, aliada ao aumento da eficiência energética”, explicou o responsável.

A câmara local está também a preparar uma candidatura à segunda fase do projecto, que levará os LED a novas ruas, outros monumento e até às igrejas do centro histórico. “A iluminação pública vai permitir um maior conforto e segurança a todos os condutores e transeuntes”, explicou Armando Oliveira.

De acordo com uma das empresas responsáveis pelo projecto, a ECLIPz, foi preciso ter “ousadia” para desenvolver um projecto desta escala. Por sua vez a Schréder, outras das responsáveis pelos LED de Arraiolos, defende que o futuro da iluminação está “no consumo de baixo nível que a tecnologia LED permite”. Também a “telegestão possibilita não só economizar como também adaptar a alumiação às inúmeras condições e necessidades das nossas cidades”.

“Este projecto abrange duas importantes vertentes: mais luz e uma maior qualidade da luz. Procurámos trazer a luz de casa para o exterior, uma luz mais quente, mais acolhedora e com uma cor mais agradável. A tecnologia LED permite usufruir da riqueza arquitectónica da vila, bem como dos espaços verdes, mesmo durante a noite” concluiu Miguel Sampaio de Mattos, em declarações ao jornal Construir.





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