Uma simples esponja do mar pode ser solução para o cancro

Uma pequena esponja verde descoberta nas águas do Oceano Pacífico, no Alasca, pode ser a primeira arma efectiva contra o cancro do Pâncreas, revelou uma equipa de investigadores norte-americanos

“Ninguém imaginava encontrar esta esponja, nem que ela pudesse ser milagrosa”, disse Bob Stone, um dos cientistas do Alaska Fisheries Science Center, responsável pela descoberta. E posteriores “testes em laboratório revelaram como várias moléculas desta esponja destroem de maneira selectiva as células do cancro do pâncreas”, acrescentou por seu turno Mark Hamann, da Universidade da Califórnia onde os estudos foram realizados. “Sem dúvida que é o maior activo molecular contra o cancro do pâncreas que já observamos. Ainda há muito trabalho a fazer, mas é o primeiro passo no desenvolvimento de um tratamento”.

A esponja, entretanto chamada de “Latrunculia Austini” vive em rochas a uma profundidade entre os 70 e 220 metros, no Alasca, e a importância da descoberta é tanto maior porque o cancro do pâncreas é um dos mais agressivos que existem, com uma das mais baixas taxas de sucesso de tratamento.

Foto Creative Commons

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