Viver perto de um aeroporto pode aumentar o risco de sofrer AVC

Quem está exposto aos ruídos produzidos pelos aviões tem até um quinto mais probabilidade de morrer de doença cardíaca.

Green Savers

Um estudo defende que viver perto de um aeroporto pode aumentar as hipóteses de morrer vítima de acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e doenças circulatórias. Isto porque quem está exposto aos altos níveis de ruído provocados pelos aviões é até um quinto mais propenso a necessitar de tratamento hospitalar ou de morrer com estas doenças.

Os investigadores afirmam ainda que o ruído pode desencadear uma resposta de stress das hormonas, que faz aumentar a pressão arterial ou perturba o sono. Já foi pedidas mais investigações, especialmente para o caso dos voos nocturnos.

O estudo, conduzido pelo Imperial College London e pelo King’s College London, envolveu 3,6 milhões de pessoas que vivem perto do aeroporto de Heathrow, em Inglaterra. Foram comparados os dados do ruído produzido pelos aviões durante o dia e a noite com as taxas de internamento e mortalidade.

A análise mostrou que o risco de vida é 10% a 20% mais alto em áreas com altos níveis de ruído causado pelas aeronaves – que abrangem cerca de 70 mil pessoas –, em comparação com as áreas menos ruidosas.

Os investigadores analisaram os níveis de ruído de 2001 e os dados hospitalares entre 2001 e 2005. Tiveram em conta outros factores ligados a doenças cardíacas, como a exclusão social, a composição étnica, o ruído do tráfego rodoviário, a poluição do ar e taxas de cancro do pulmão.

O estudo abrangeu 12 bairros de Londres e nove distritos fora da cidade, onde o ruído dos aviões excede os 50 decibéis.

“O nosso estudo levanta questões importantes sobre o potencial papel do ruído na saúde cardiovascular”, reforçou um dos autores do estudo, Paul Elliott. Contudo, o papel exacto que o barulho tem na saúde ainda não está definido. Há outros factores já conhecidos que aumentam o risco de doença cardíaca – como a má alimentação, o tabagismo, a falta de exercício físico, a pressão arterial elevada e as diabetes.

Foto: Sob licença Creative Commons

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