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Estudantes de arquitectura projectam mega-apiários em Nova Iorque


Estudantes de arquitectura da Universidade de Buffalo criaram um mega-apiário para ser construído em elevadores agrícolas abandonados neste estado norte-americano, um habitat para abelhas chamado Elevator B.

Como o Green Savers tem vindo a escrever repetidamente, o declínio acentuado das populações de abelhas tem causado preocupação em todo o mundo. A perda de habitat, contaminação química ou doença são as principais causas desta queda.

Creenan Courtney, Kyle Mestalinji. Daniel Nead, Lisa Scott Stern e Scott Selin são os estudantes por trás do projecto, que consiste numa torre de 22 metros com uma caixa cipreste hexagonal e que pode ser movida para cima e para baixo, para a manutenção.

A caixa tem também um fundo de vidro laminado que permite aos visitantes ver o que está a acontecer dentro da colmeia gigante.

A estrutura é toda feita em aço e segue o padrão de secções tubulares, com superfícies perfuradas e que usam algoritmos de design especial, para permitir a ventilação e iluminação naturais.

Veja algumas das fotos do projecto.

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Ilha tropical na Grande Barreira de Coral à venda por €88,3 milhões


Qual é o presente perfeito para um milionário que já tem tudo? Uma ilha tropical idílica escondida na Grande Barreira de Coral, na Austrália. Na verdade, a ilha australiana está longe de ser um paraíso desértico, já que abriga um luxuoso resort com 300 quartos.

A ilha Daydream, na costa de Queensland, perto das Ilhas Whitsunday, saltou para o topo da lista de desejos dos homens mais ricos do mundo, depois de ter sido posta à venda por €88,3 milhões (R$ 230 milhões).

A ilha com quatro quilómetros de comprimento está coberta por uma floresta exuberante e tem a maior lagoa artificial de recife de coral do mundo. Os hóspedes do hotel e spa aí construídos podem gozar de uma praia privada maravilhosa e de um aquário ao ar livre com 50 corais diferentes e 80 espécies de vida marinha.

Alguns magnatas estão ansiosos por se tornar no novo proprietário da ilha. O empresário Vaughan Bullivant detém a propriedade desde 2000, mas espera agora passar a outro o testemunho, já que se quer reformar e dedicar mais tempo à família.

Não é aceite, contudo, qualquer interessado à oferta. A Daydream Island será vendida apenas a um “líder da indústria do turismo”, capaz de garantir a continuação do sucesso do destino paradisíaco e a sua biodiversidade.

A administração da ilha tem-se esforçado por posicionar a Daydream como um destino de férias australiano de eleição e os visitantes têm dado um feedback fabuloso da sua experiência de estadia no lugar.

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Mediterrâneo é a zona Europa com mais espécies ameaçadas (com GRÁFICO)


Uma análise da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) revelou que a zona mais biodiversa da Europa, o Mediterrâneo, está a ser fortemente impactada pela actividade humana, sendo que, paralelamente, é nos países desta região que há maior quantidade de espécies ameaçadas.

Portugal, Grécia e Espanha são os países com maior proporção de espécies ameaçadas de extinção: 21% das 2032 espécies avaliadas em Espanha estão ameaçadas, 15% das 1215 espécies avaliadas em Portugal estão ameaçadas e 14% das 1684 espécies avaliadas na Grécia estão ameaçadas.

“[Esta] observação (…) poderia fazer pensar que estaríamos a pensar em alguma outra estatística como o desemprego ou a recessão económica, mas é da biodiversidade e das espécies ameaçadas que se trata. Este quadro espelha a crise da biodiversidade”, explica em comunicado a LPN (Liga para a Protecção da Natureza), que é membro da IUCN.

A análise de IUCN debruçou-se sobre a Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas da Europa e conclui que a União Europeia tem muito trabalho pela frente para poder cumprir os objetivos da Estratégia para a Biodiversidade de 2020. Das espécies em extinção no continente distinguem-se os grupos: 59% dos moluscos de água doce, 40% dos peixes de água doce, 23% dos anfíbios, 22% dos moluscos terrestres e 20% dos répteis.

Entre as principais causas de ameaça às espécies está a perda, fragmentação e degradação dos habitats devido à expansão agrícola intensiva e híper-intensiva, expensão urbana, abandono de sistemas agrícolas de Alto Valor Ambiental (montados, estepes cerealíferas, pastagens extensivas, prados de montanha, olivais extensivos) construção de barragens e poluição das águas.

A intensificação agrícola, reconstrução industrial e desregulamentação da legislação ambiental são algumas das apostas mais fortes para a recuperação económica nos países com maior biodiversidade, mas, sendo mal feita e desordenada, põe em causa as espécies ameaçadas na Europa. “Os danos causados à maior riqueza que se encontra nesses países serão irreversíveis e de valor incalculável a médio-longo prazo. A LPN chama a atenção a este importantíssimo estudo que deve ter um peso bastante relevante para as opções económicas a ser escolhidas pelos governos europeus”, explica a associação.

“A riqueza de biodiversidade é um valor inestimável, com serviços prestados aos ecossistemas naturais e humanos, às actividades agrícolas e florestais, ao turismo e à saúde pública. Lançar países em projectos que acelerarão a destruição destes valores naturais é retirar às gerações futuras o património natural que herdámos das gerações passadas, inviabilizando também o futuro dos países em causa. A aposta na conservação e na promoção da riqueza ambiental é um caminho importante a escolher nas soluções para a crise económica”, conclui a LPN.

Foto: João Vasconcelos

espécies

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A tristeza de um coala após o derrube da sua floresta (com FOTO)


Este coala teve recentemente o seu pior dia de sempre. O macho, presente em New South Wales, na Austrália, descobriu na semana passada que o seu lar tinha sido completamente derrubado e aniquilado por acção da indústria madeireira.

Os coalas foram afugentados da floresta que os acolhia para a operação de abate das árvores, mas este resolveu regressar a casa e deparou-se com o triste cenário – ela já não existia.

Um voluntário da Wires, uma operação de resgate licenciada pelo NSW National Parks and Wildlife Service, partilhou que o coala se manteve sentado em cima de uma pilha de lascas de madeira durante mais de uma hora, olhando em volta com ar confuso, enquanto as máquinas continuavam a trabalhar por perto. (ver foto)

O animal foi levado para um veterinário local – tinha uma úlcera num olho – e foi depois solto perto de uma colónia de coalas estabelecida. Mas a sua fotografia comovente ajuda a revelar algumas das dificuldades enfrentadas pelos animais ao longo dos últimos anos.

A destruição dos habitats e a propagação de um surto de clamídia mortal dizimaram populações inteiras de coalas na Austrália. O governo, pela primeira vez o ano passado, declarou que as espécies se encontram ameaçadas em determinadas áreas, avança o Huffington Post.

Já mais três coalas desalojados foram avistados nesta mesma área abatida, em plena luz do dia, o que é bastante invulgar nestes animais. Estes registos revelam o desespero dos animais que ficam sem casa, alimento e protecção.

coala_SAPO

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União Europeia proíbe o uso de pesticidas nocivos a abelhas


A Comissão Europeia vai avançar com a medida de proibição de pesticidas suspeitos de matarem abelhas, apesar de a proposta não reunir o consenso dos estados membros da UE. Numa votação de recurso, 15 países apoiaram a proposta, mas oito votaram contra – incluindo Portugal – e quatro abstiveram-se da votação.

Os estados membros da UE não conseguiram alcançar uma maioria qualificada, a favor ou contra, na proposta de restrição do uso de três insecticidas neonicotinóides que ameaçam a saúde e sobrevivência das abelhas.

Tonio Borg, comissário europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, disse: “Eu prometo dar o meu melhor para garantir que as nossas abelhas, que são tão vitais para o nosso ecossistema e contribuem com mais €22 mil milhões por ano para a agricultura europeia, são protegidas”.

Na ausência de um acordo entre os estados membros, ficou a cargo da Comissão decidir se adopta ou não a proposta – esta já fez saber que avançará com as restrições, que serão aplicadas a partir de 1 de Dezembro de 2013.

A medida limita o uso de três neonicotinóides – clotianidin, imidacloprid e tiametoxam – no tratamento de sementes, na sua aplicação no solo e no tratamento de plantas e cereais que atraem abelhas. O uso será permitido nas culturas que não aliciam os insectos, em estufas e em plantações problemáticas mas apenas depois da floração. As restantes utilizações autorizadas estarão disponíveis apenas para profissionais.

Assim que novas informações estiverem disponíveis – e o mais tardar no prazo de dois anos – a Comissão Europeia irá rever as condições de aprovação dos três neonicotinóides, tendo em conta desenvolvimentos científicos e técnicos relevantes.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar defende que os três pesticidas causam problemas para a saúde das abelhas em culturas como o girassol e o milho.

Foto: Sob licença Creative Commons

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Mapa da biodiversidade da Serra da Estrela criado até Julho


Entre Maio e Junho, o site GeObserver está a incentivar os amantes da natureza a registarem as observações de fauna e flora da Serra da Estrela na sua plataforma, de forma a melhor se conhecer as espécies que habitam neste parque natural.

O projecto está a ser desenvolvido em parceria com a Associação Amigos Serra da Estrela, o CERVAS (Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens), Associação Aldeia, Quercus, Centro de Interpretação da Serra da Estrela, Naturdata e o portal serradaestrela.com e vai englobar várias outras actividades, promovidas por estas entidades.

Assim, os participantes terão algum acompanhamento de técnios que ajudarão a identificar as espécies, dados que serão validades, tratados e cruzados numa segunda fase.

“Estes dados servirão para um melhor conhecimento da biodiversidade da Serra, gerando informação que criará a base fundamental para quem estuda e investiga este que é o maior promontório natural no território continental português”, explica a GeObserver.

A informação gerada pode ir desde mapas com locais por espécies, locais de nidificação, rotas migratórias, sazonalidades e mesmo perceber a origem de determinadas catástrofes ou prevenir danos maiores em espécies específicas em caso de incêndio, pragas ou enchentes.

Toda esta informação pode servir a escolas, universidades, entidades de protecção e defesa ambiental, protecção civil, entre outras, podendo também ser acedida pelos utilizadores que registem as observações.

Actualmente, mais de duas dezenas de entidades utilizam o GeObserver, onde são cruzados milhares de registos tão diversificados que podem ir desde a biodiversidade, relevo, meteorologia, população, incêndios ou hidrografia.

Foto: Sob licença Creative Commons (Inês Saraiva)

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