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A solução para pedalar em Lisboa pode vir da Noruega (com FOTOS)


“Não consigo pedalar em Lisboa por causa do terreno irregular”. Quem nunca ouviu esta queixa por parte dos eventuais ciclistas urbanos de Lisboa? A verdade é que as colinas da cidade não são argumento suficiente para evitar um passeio de bicicleta, como muitos já o disseram repetidamente.

No entanto, se ainda assim não se sentir confortável, existe uma solução: este elevador para bicicletas, carrinhos de bebé e outros pequenos meios de transporte. O elevador foi inventado nos anos 90 em Trondheim, na Noruega, por um cidadão que estava parte de chegar ao trabalho a suar e exausto.

Denominado CycloCable, ele já carregou 200 mil ciclistas ao longo da sua subida de 150 metros – ele é de tal forma conhecido que, com o tempo, se tornou numa atracção turística.

Para usar o CycloCable os ciclistas têm de colocar um pé na plataforma do elevador, sendo puxados a uma velocidade de 8 km/h. Ele pode ser usado simultaneamente por cinco pessoas e não se encontra limitado a bicicletas.

Segundo o Bored Panda, há apenas um senão para esta invenção: o seu preço. Cada metro do CycloCable custa entre €1.600 e €2.400, pelo que o percurso terá de ser bastante usado para que a infra-estrutura compense. Como o de Trondheim.

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Lisboa distribui mais 42 talhões para hortas urbanas


A Câmara Municipal de Lisboa (CML) anunciou a abertura de um concurso para atribuição de talhões de cultivo para a prática da agricultura urbana, no novo Parque Hortícola da Quinta Conde D’Arcos, na freguesia dos Olivais. As propostas podem ser feitas a partir de hoje e até ao dia 11 de Dezembro.

Segundo avança o Boas Notícias, estão em concurso 42 talhões de cultivo, entre 80 de 100 m2. Por se tratar de hortas sociais, o valor a pagar por metro quadrado é de €1,6, sobre o qual recai um desconto de 80%, não podendo, todavia, o valor apurado ser inferior a €58,60.

Ao preço acima referido acresce o pagamento do montante estimado de €20, a título de comparticipação pelos custos suportados pela CML com o funcionamento e manutenção das partes comuns do Parque Hortícola. Este montante será objecto de acerto no final de cada ano de ocupação, em função dos custos efectivamente suportados.

Além do talhão, os novos hortelãos terão ainda direito a abrigos colectivos para aprovisionamento de alfaias e materiais de apoio ao cultivo e acesso a água para rega. A CML assegura também formação e acompanhamento técnico no sentido da promoção da agricultura biológica e das boas práticas de cultivo.

Os interessados poderão consultar as normas do concurso, bem como as regras de utilização do Parque Hortícola, em www.cm-lisboa.pt ou nos serviços Balcão Único da CML.

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A Lisboa que não vem nos rankings de turismo (com FOTOS)


Os últimos dois anos têm sido excelentes para o turismo em Lisboa. A cidade recebe cada vez mais pessoas, a economia local ganha um novo fôlego e a autarquia arrecada financiamento que lhe permite e permitirá reabilitar algumas das áreas mais degradadas da cidade.

Paralelamente, e fruto do grande investimento em marketing e comunicação, a cidade tem ganho grande notoriedade no estrangeiro, sobretudo devido às reportagens e artigos que dão conta que Lisboa está na moda e tem alguns dos locais mais aprazíveis para visitar em toda a Europa, uma mistura de ânsia cosmopolita, praia, cultura e História – e por isso é presença assídua nos rankings de viagens e turismo.

Porém, nem tudo é perfeito – a começar num dos ex-libris turísticos, precisamente, da cidade, o Elevador da Bica. O estado calamitoso deste monumento nacional esteve na génese de uma nota de três cidadãos – Bernardo Ferreira de Carvalho, Fernando Jorge e António Branco Almeida – à autarquia.

“Vimos protestar pelo facto dos veículos continuarem vandalizados, a estação inferior manter-se com lacunas de azulejos, persistir o mau estado de conservação geral, o lixo e a falta de “compostura” (à falta de melhor palavra!) na apresentação geral (caixote do lixo, cadeira) aos clientes”, explicam os três cidadãos, numa nota publicada no Cidadania LX, um dos mais conhecidos blogs sobre Lisboa.

Segundo os três cidadãos, cada viagem neste meio custa €3,60 – mais uma razão para que ele seja devidamente preservado. “Aproveitamos a oportunidade para perguntar por que razão o horário do elevador foi reduzido, terminando agora às 20 horas quando numa zona como aquela em apreço o eléctrico pode e dever ter um papel muito mais amplo na mobilidade entre a zona ribeirinha e a colina de Santa Catarina/Bairro Alto/Chiado?”, concluem os cidadãos. Esta Lisboa, definitivamente, não entra nas listas internacionais.

Foto: torephoto / Creative Commons

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Para que servem os orçamentos participativos? (com VÍDEO)


Há cada vez mais câmaras municipais com orçamentos participativos, e isso é uma excelente notícia para a ligação dos seus munícipes à actividade executiva local, mas também para promover áreas da sociedade que não são prioridade do poder local, como a cultura e ambiente.

É esse o exemplo do orçamento participativo de Lisboa, o primeiro a ser implementado por uma capital europeia, em 2008. “O OP de Lisboa distingue-se de outras experiência (…) por se tratar de um processos verdadeiramente deliberativo, que confere efectivo poder de decisão aos cidadãos para apresentar propostas para a sua cidade e votar nos projectos que considerem prioritários”, pode ler-se no site da iniciativa. Infelizmente, muitas vezes as verbas atrasam-se.

Este ano, o Orçamento Participativo de Lisboa vai distribuir €2,4 milhões para 13 projectos – sete deles estão directamente ligados com o desenvolvimento sustentável. Um dos que ficou de fora, pelo terceiro ano consecutivo, foi o projecto “Dar asas ao Património”, idealizado pela SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves) para reabilitar o Palacete da Quinta das Conchas. Com 2.357 votos, o projecto foi o terceiro mais votado entre os que custam €150.000 e os €500.000, ficando uma vez mais à porta de ser concretizado.

Segundo Luís Costa, director-executivo da SPEA, o objectivo é reabilitar o histórico palacete e torna-lo um centro ambiental dedicado às aves. “Como associação dedicada à conservação de aves, temos expectativa de contribuir e ajudar a fazermos programas pedagógicos e um centro educativo ambiental para mostrar as aves e natureza [que rodeiam o palacete]”, explicou o responsável ao Economia Verde.

Em 2008, apenas mil pessoas votaram nos projectos. No ano passado, esse número evoluiu para os 37.000 – insuficiente, porém, para chegar ao número do orçamento participativo de Cascais, que este ano motivou o voto de 41.005 cidadãos.

Actualmente há 57 autarquias portuguesas (câmaras municipais e juntas de freguesia) com orçamentos participativos, que envolvem cerca de €14 milhões. Desde que o país começou a dar os primeiros passos neste modelo de democracia participativa, em 2002, os cidadãos decidiram o destino de €54 milhões, através de uma centena de OP, segundo o Público.

Foto: Yiannis Chatzitheodorou / Creative Commons

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Obras no Jardim Botânico só avançam em meados de 2015 (com FOTOS)


Há um ano, o projecto de reabilitação do Jardim Botânico vencia o Orçamento Participativo de 2013, através de uma iniciativa que custará €500.000 e prevê uma reestruturação de toda área importante para a biodiversidade lisboeta.

Porém, um ano depois, ainda nada foi feito, avança o Corvo. Hoje, explica o site, a Câmara Municipal De Lisboa anunciou um previsível lançamento do concurso para as obras para o início de 2015. “Há boas notícias para o Jardim Botânico”, anunciou o vereador com o pelouro da Estrutura Verde, José Sá Fernandes.

“O projecto para recuperação dos lagos, da cisterna e de alguns caminhos da água está quase a ser finalizado, devendo ficar completo em Janeiro/Fevereiro, após o que se procederá ao lançamento do concurso [para a realização das obras]”, explicou Sá Fernandes, citado pelo Corvo.

A confirmar-se o lançamento do concurso no primeiro trimestre de 2015, as obras não começarão antes de meados do ano e só em 2016 estarão, eventualmente, concluídas.

Fotos: Creative Commons

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Neya Lisboa: o hotel que incentiva funcionários e hóspedes a utilizarem a bicicleta (com VÍDEO)


Situado no centro de Lisboa, na Estefânia, o Neya é um dos vários hotéis da capital a pôr em prática vários princípios sustentáveis. O incentivo ao uso da bicicleta é um deles. Além de sensibilizar os próprios funcionários para o uso das duas rodas, o hotel possui ainda um espaço para o parqueamento destes veículos, condições que levaram à obtenção do selo Empresa Amiga das Bicicletas, concedido pela MUBI – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta.

“Tentamos que o nosso pessoal tenha a mínima pegada ecológica a deslocar-se diariamente entre as suas casas e o hotel. Para isso sensibilizamos o nosso pessoal a vir para o hotel de bicicleta e temos uma zona de parqueamento segura e coberta onde arrumam as bicicletas”, explica Pedro Teixeira, responsável pela Qualidade, Ambiente e Segurança do Neya, ao Economia Verde.

As bicicletas estão também à disposição dos hóspedes para que possam apreciar a cidade sem impacto ambiental. A redução da pegada ecológica no Neya passa também pela iluminação maioritariamente em LEDs, pelo uso de painéis solares térmicos, papel com certificação florestal e pela separação rigorosa dos resíduos.

“Desde a gestão dos consumos energéticos, ao consumo da água, da gestão dos resíduos, medições de ruído, mobilidade, etc, tentamos cumprir todos os requisitos associados ao ambiente para atingir o nosso público-alvo e o nosso objectivo, que são as certificações”, indica Pedro Teixeira. A Green Key, 5-Leaf e Eco Líder são algumas das certificações de sustentabilidade já arrecadadas pelo Neya.

A política de sustentabilidade do hotel inclui ainda projectos sociais de envolvimento com o meio local. “Damos alojamento aos pais que vêm da outra ponta do país para ter uma consulta no Dona Estefânia ou para uma estadia mais curta ou mais longa com os filhos no hospital. A Casa Ronald McDonald não pode oferecer quartos porque está cheia e, por isso, vêm ter connosco. Nós oferecemos não só o quarto como também o acompanhamento desde o primeiro ao último dia aqui no hotel”, indica Francisco Lorite, director-geral do Neya.

Além da vertente ambiental e social o Neya privilegia ainda a utilização de produtos nacionais e sempre que é possível são adquiridos bens produzidos em Portugal, desde os géneros alimentícios ao mobiliário.

Para conhecer melhor as práticas de sustentabilidade do Neya Lisboa veja o episódio 333 do Economia Verde aqui.

Foto: Neya Lisboa

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